Ser é transformar. Não há necessidade de correr atrás da iluminação. Ela acontece. Não há necessidade de se passar por muitas vidas para atingir um estado elevado de consciência. A iluminação da consciência está aqui e agora, pode acontecer a qualquer momento o seu Samádhi. Mas nem todos estão prontos para ver e compreender esta verdade. Todos buscam o sobrenatural, práticas mirabolantes, disciplinas intermináveis.
O TANTRA É UM GRANDE ENSINAMENTO...PORQUE SER É MODIFICAR... Contudo, algumas pessoas entendem o Tantra apenas como teórico e o Yoga como prático. Porém, a teoria comportamental do Tantra deve ser aplicada à prática do Yoga diariamente, e não apenas nas salas de aula ou Bhajans. A transformação ocorre no dia-a-dia, no contato com as coisas e as pessoas, com as situações e as adversidades. Este é o maior ensinamento.
Todas as pessoas nascem livres, mas a maioria morre no cativeiro. Interessante afirmar isto, não? No início de nossas vidas, ao nascermos, somos totalmente leves, livres, naturais e soltos. Com o tempo e com o convívio com nossos pais e com a sociedade, muitos de nós vão se tornando pessoas chatas, com manias, bloqueios, medos, traumas, neuroses e cada dia mais presas em nossos próprios condicionamentos. Curioso, não? Entretanto, outros lutam para manter-se neste estado de libertação enfrentando diversos obstáculos aao longo de suas vidas. O que ocorre então? Por que isso acontece? Na verdade, ficamos condicionados a regras, leis, estatutos, contratos sociais, casamentos etc. Ficamos impedidos de nadar nús, de fazer amor na grama ou em qualquer lugar. Se isto acontecer, seremos presos por atentado ao pudor. Mas, por outro lado, se matarmos alguém, seja por legítima defesa ou não, e nos escondermos e só depois nos apresentarmos à delegacia de polícia com advogado, poderemos responder em liberdade. Estranho, não é mesmo? É como o próprio John Lennon afirmava: <Não podemos fazer amor ao ar livre, porque todos ficarão indignados. Mas não nos incomodaremos se uma pessoa for assassinada na nossa frente. Isto será algo corriqueiro.>São estas e muitas outras coisas que nos impedem de sermos naturais e espontaneos.
Toda criança é livre, espontânea e maleável. Ela pode ser moldada de qualquer forma. Os professores poderão moldá-la, os pais também poderão, a sociedade também o fará de forma até mais cruel e, com certeza, a tornará mais inconsciente. E isto será bom? Até onde iremos assim? O que fará com que consigamos transformar nossas vidas em <vidas leves e espontâneas>? O que nos tornará senhores de nós mesmos?
Um verdadeiro sacerdote religioso - seja qual for sua religião ou filosofia - não é um reacionário, nem um revolucionário. Ele é um homem simples e despreendido, natural. Um homem religioso é um ser despreendido de hábitos e condicionamentos. O professor Albert Einstein se dizia um homem religioso, e quando abordado era por jornalistas, dizia: <Não tenho religião, mas sou profundamente religioso.> Isto mostra que mesmo um homem de ciência pode estar convicto da verdade espiritual.
Estamos prontos para avançar? Estamos prontos para nos libertar das amarras que aprisionam nossa consciência?
Todo ano é a mesma coisa! Carnaval, futebol, cerveja, carne, cigarro, drogas, pornografia etc. O ser humano ainda está muito pequeno, num processo evolutivo muito rudimentar. É a mesma coisa sempre! Alguns poderão me criticar, como sempre, com o que vou escrever, mas são ossos do meu ofício. Então vamos lá.
O Carnaval, como festa pagã, é um período de descarrego, de orgia e festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Media. É a forma que a Igreja e o Governo encontraram de dar alguns dias para que o povo se liberte da repressão e proibições. As religiões, em geral, sempre foram castradoras e opressoras, especialmente depois que juntaram-se com o Estado e tornaram-se mais perversas. Sim, é isso mesmo!
A palavra Carnaval era – e ainda é – marcado pelo <período da carne> ou ainda <carnivallis>. Havia sempre uma grande comemoração de festejos populares e todos saiam às ruas. Cada comunidade <gozava> e desreprimia suas emoções a seu modo, de acordo com seus costumes. Paris, como sempre, foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca mais bonita do mundo, seguida da Itália. E o Brasil? Carnaval do Brasil? Não, Brasil não. É muito lixo, sujeira, lavagem de dinheiro etc. O país é maravilhoso, mas a cultura é inútil. Até mesmo estrangeiros mais reprimidos aproveitam para vir neste período para o Rio de Janeiro, São Paulo e especialmente Nordeste para desreprimir suas repressões, opressões e desejos sexuais escondidos. Todos vem ansiosos para pegar <aquela mulata> e aproveitar... Por isso, sai ano, passa ano, sempre é a mesma coisa! O que poderia ser uma festa popular bonita, tornou-se um lixo, uma sujeirada total, onde se tem muita gente bêbada, drogada, de todos os níveis sociais, do mais alto ao mais baixo, e onde ocorrem mais acidentes, esfaqueamentos, estupros e mortes. Revivemos neste período a Idade Media.
E por falar nisso, na antiguidade, especialmente em Roma, os festejos de carnaval incluíam bacanais de toda sorte e havia uma aparente, superficial e rápida quebra da hierarquia social, onde todos se misturavam, nobres e plebeus, em praça publica e em salões privados, como válvulas de escape para o uso de tudo o que era ilícito ou proibido e desrepressão de desejos obscurecidos. Os festejos sempre eram de grande importância, tanto que, escolas, tribunais e outros estabelecimentos do governo e religiosos fechavam suas portas. Até alguns escravos e escravas – não todos, é claro – eram alforriados para se juntarem nas ruas e saírem dançando ao som dos batuques e da musica. É claro que a repressão sempre foi algo ruim, então todos saiam nus pelas ruas e o bacanal começava como o fruto de uma aparente liberdade que cessaria dentro de poucos dias voltando a opressão real e presente até hoje.
Nas aberturas festivas, a valorização era para o deus Saturno, onde carruagens com aparências de navios – chamadas de Carrum Navalis – surgiam nas ruas e avenidas das cidades com pessoas nuas, exibindo seus corpos e relacionando-se intima e publicamente.
A período de carnaval surgiu no século XI a partir da implantação da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por um período chamado Quaresma. Este período cheio de repressões, medos e privações sexuais, acabaria gerando e gerou a pornografia, incentivando a volúpia e a festa da carne – ou Carnivalis. Dessa forma, a própria palavra Carnaval, está contraditoriamente relacionada com a idéia de afastamento dos prazeres da carne. O Carnaval tem duração, em princípio, de três dias. Mas há cidades no Brasil, por exemplo, que vivem o Carnaval o mês inteiro de orgia e desrepressão sexual.
A verdade é que somos todos reprimidos, mal amados, pouco agradecidos e descontentes com as nossas vidas. Em suma, <socamos> tudo para dentro e fazemos uma aparência de bem-estar. Queremos mostrar à sociedade, da qual fazemos parte, que somos perfeitos, estamos bem e que tudo está ótimo! Mas não está!
Não sabemos nada de nós mesmos, quem somos e qual o nosso dever neste planeta. E parece-me que também não há interesse nisso.
Por isso, aproveite estes dias de feriado de Carnaval, descanse, distancie-se de todo este <lixo> e desta <palhaçada> produzida pela sociedade e descanse. Descanse mesmo, durma mais, medite, relaxe, banhe-se ao sol e no mar, pratique Ásanas e alimente-se de forma saudável, faça um sexo gostoso com seu cônjuge. Não se apegue as noticias dos jornais, esqueça-as, pois estarão, como sempre, dando ênfase ao Carnaval em quase todos os canais, falando deste ou daquele grupo carnavalesco, alem de estarem divulgando notícias ruins da nossa realidade política brasileira e internacional. Esqueça tudo isso. Leia mais. Mas leia bons livros. Vá às livrarias. Faça uma visita às livrarias dos Shopping Centers. Compre livros. Estude. Vá ao cinema com os filhos ou assista em casa com a família bons filmes. Vá nadar, brincar e se divertir. Aproveite este feriado e reflita sobre tudo isto que você leu. Mas lembre que o Carnaval continua a mesma porcaria de sempre.
Por que agredir? Por que magoar? Uma pessoa expressa agressividade quando está com medo, quando teme algo. Em quase todas as situações que sentimos medo ficamos agressivos até mesmo com as pessoas mais queridas e que estão mais próximas de nós. Se está de dia em nossa casa de campo, com um sol lindo e maravilhoso brilhando, toda a área cercada e com visão de todo o perímetro, então nos sentimos seguros. Mas se está de noite, com poucos raios da lua, barulhos da mata, já nos preocupamos e geramos insegurança que, por sua vez, gera medo e agressividade.
Em todos os momentos em que nos sentimos ameaçados nos tornamos agressivos. É um fato!! É um mecanismo de defesa que todos nós criamos e desenvolvemos ao longo da nossa vida, aumentando ou não as nossas couraças. Com a agressividade nos tornamos menos sensíveis e mais ásperos.
O que fazer, então, com uma pessoa que nos agrediu, nos ofendeu, com alguém que falou de nós pelas costas? Devemos ter uma reação agressiva e imatura tão semelhante com a qual tentaram nos atingir? Ou devemos ter uma resposta ponderada, equilibrada, com maturidade e alta estima, compreendendo que o agressor é alguém que está com medo, que teme algo, que está se sentindo ameaçado por mim. Ou ainda podemos entender:
Que o dia foi horrível para esta pessoa;
Que o indivíduo foi despedido;
Que o casamento deste homem ou desta mulher está com dificuldades;
Que este indivíduo está com prisão de ventre, entre tantos outros motivos...
Mas independente da situação em que o indivíduo esteja vivendo, não precisamos ter uma reação na mesma intensidade e imatura. Devolver ao agressor mais agressividade é gerar mais ódio ou indisposição entre as pessoas ou empresas.
Medo e agressividade são parceiros e ingredientes explosivos e que rompem relações. E toda relação que se rompe nos causa danos emocionais. O agressor pode agredir o outro de forma direta, indireta, inibida ou dissimulada.
A agressividade está diretamente ligada ao instinto de preservação da sua existência. O comportamento agressivo faz parte da vida humana, MAS desde que os impulsos nervosos e elétricos se manifestem com o desejo de fazer o indivíduo mudar de posição e transformar-se. positivamente. Porém, se os impulsos nervosos e elétricos aparecerem através de rompantes emocionais significa que o indivíduo não está bem, que está com medo e para preservar-se de determinada situação precisa atacar ou mostrar os dentes.
Você se acha melhor que o outro? Se você parar de se comparar, a inveja sumirá e deixara você em paz. O ABSOLUTO SÓ CRIOU ORIGINAIS. ELE NÃO ACREDITA EM CÓPIAS. Então você é único, assim como suas digitais. Compreenda isto! Cada um tem o seu lugar no universo. Por quê você quer destacar-se mais que os outros. Isto é bobagem. A Natureza não se ocupa da inveja nem do ciúme. Cada arvore é única. Cada espécime é único. Cada flor é bela em si e não faz questão de ser melhor, mais bonita, ou mais aparente que a outra. É o conjunto de toda a natureza que a torna bela.
ALGUMAS PESSOAS DIZEM: Não nutra a com raiva. Não tenha inveja. Não tenha ciúmes. Mas como livrar-se da raiva, da inveja e dos ciúmes? A resposta é: "Não seja competitivo".
Então há aquele que afirma: "Estes são ensinamentos furados, estes ensinamentos são todos balelas e contraditórias".
Mas para podermos atingir um grau de iluminação precisamos primeiro nos libertar das coisas que nos prendem negativamente à matéria. Precisamos nos libertar dos medos, da raiva, dos pensamentos negativos e dos sentimentos que nos aprisionam. O samadhi é luz. E quase todas as pessoas estão na escuridão. Temos que saber das coisas ruins que nós vivemos e o que tem dentro de nós para poder eliminarmos estas coisas. Afinal, quem é você? O que você está vivendo? Quem lhe causou o mal? O caminho da luz passa pela escuridão. Não adianta negar isso. O caminho do lótus (padma) passa pelo lodo fétido.
MEDO, CIUME, INVEJA E RAIVA
Por quê os homens temem as mulheres? Por quê as mulheres temem os homens? Por quê as pessoas temem os mestres?
Porque quase todas as pessoas tem medo do amor e da entrega. O amor é uma forma de pequena morte. Todo amor pede para que você se renda ao outro, entregue-se ao outro, doe-se ao outro. Não falo em escravidão, nem prostituição. Falo em doação. E neste processo todo, ambos - homens e mulheres - confundem AMOR E APEGO. E então uns querem escravizar o outro. Sim porque no fundo o desejo de cada ego é ter cada homem como escravo, e cada mulher como escrava para que se rendam aos nossos caprichos. Mas isto não é amor, porque o verdadeiro amor liberta, não aprisiona.
Porém este amor que aprisiona tem tem suas bases nas emoções do ciume, da raiva, do abandono, do medo e da posse. É na verdade um desamor, uma posse. E possuir algo é ser dono de algo. E todas as pessoas são proprietárias não apenas de casas, carros e bens materiais, mas também de medos, ciúmes, invejas e raivas das mais diversas.
Do que é feito o MEDO? A matéria prima do medo é a ignorância. Aliás, é a matéria-prima de tudo neste planeta. O oposto da ignorância é a consciência. Ter coragem significa explorar o desconhecido apesar de todos os medos que existem. Já o destemor significa não ter medos ou temores, e isto se desenvolve aos poucos, na medida que vamos ficando cada vez mais corajosos e eliminando nossos medos.
O medo impede-nos de avançar e de viver com tranqüilidade e em paz. Busque a consciência. Nao diga que você chegou no seu limite, porque você não sabe o que é este limite. Aceite a sua covardia em enfranter seus medos e de ir fundo em algo ou em alguma relação. Aceite que você optou ficar acomodado em seu estado letárgico e inconsciente. Aceite o medo que você tem e busque ajuda. Não fuja dele. Assuma publicamente este medo. Se exponha publicamente para que todos vejam seu ego.
Ficar isolado do mundo, não é controle é fuga. Em algum momento a raiva surgirá e haverá um mecanismo que fará você explodir e novamente se fechar por um período e sentindo-se como vítima, uma pobre pessoa. A sociedade nunca ensina para vc ficar atento. A sociedade ensina você se fechar e não deixar nada escapar para manter a aparência do ego. Se nada sai, nada pode entrar também.
O caos está instalado. A cada instante vemos na televisão mais e mais problemas, assaltos, roubos, assassinatos, corrupção, fuga bandidos de penitenciárias, vemos traficantes com armas militares – basucas, M-16, metralhadoras automáticas entre outras. O governo parece não estar tão incomodado assim, a ponto de realizar um ato mais severo e firme, a não ser quando a população quer fazer alguma greve para exigir os seus direitos pela saúde, educação etc. É evidente que alguns políticos que estão no poder são corruptos e estão diretamente envolvidos com o tráfico de armas e drogas Sim, é fato, porque é inadmissível que traficantes tenham armas militares, impossível que não se tenha paz no Rio e nem em São Paulo e mesmo em pequenas cidades como Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo, Tijucas do Sul entre outras.
Realmente estou cansado, mas não perdi a fe. Estou cansado de estar vivendo na era de Kali. É exaustivo, deprimente, horrível. Mesmo com determinado grau de consciência eu me deprimo e me entristeço as vezes. Mas ainda bem que é por pouco tempo, talvez por algumas horas. Afinal eu sou humano e sofro com a dor do outro também.
É evidente que existem momentos bons e belos em nossas vidas e em nossos trabalhos. Mas o gerenciamento deste caos é complicado. Olho para os nossos filhos, para todas as crianças e vejo a vida que terão depois que saírem de nossas casas e começarem as suas vidas, com seus filhos, nossos netos. Sonho com a volta da era de Sátya Yuga, onde a verdade, o bem e a espiritualidade corriam soltas e descontraídas 24 horas por dia. Mas esta época ha de voltar. Só que irá demorar uns 400 anos aproximadamente. Até lá, teremos vivido mais algumas poucas vidas e, nesse tempo, estaremos por aqui gerenciando o caos, organizando nossas vidas e tentando não sofrer tanto, tentando não ser tão violentos e, paralelamente buscando o samádhi (iluminação). Complicado, não? Mas faz parte do processo.
O caos é gerado pela instabilidade emocional e mental. Conseqüentemente, temos a instabilidade material e financeira. A cada dia é um novo dia – dizia o filósofo. Mas que dia será o próximo, se não mais um dia para gerenciar o caos. É essa a vida que todos nós estamos levando. Algumas pessoas levam a vida com mais prazer, alegria, satisfação, com mais dinheiro e amor. Outras – e a maior parte – levam a vida sem estas coisas e com grandes dificuldades. Isto produz em nós uma coisa chamada “raiva” e, ao mesmo tempo, uma sensação de impotência e abandono. Sentimos que não temos capacidade para nada, que não conseguimos avançar, nem evoluir, nem nada. Temos muitas vezes a vontade de abandonar tudo. Mas não devemos esquecer que a raiva a raiva é um sentimento momentâneo, assim como outros sentimentos menores que temos. Somente o amor é um sentimento superior e permanente. Quando conseguimos atingir o amor é porque já estamos na esfera da compaixão. A compaixão é terapêutica e cura. A falta de compaixão que muitos não tem, é o sofrimento de não ter conseguido amar nem ser amado. E a raiva cresce e se enraíza daí.
Se nós sentimos raiva algumas vezes, não há nada de errado nisso. A raiva também é um estado de indignação com determinadas situações. O problema está em sentirmos raiva e rompantes emocionais quase sempre e com tudo. Então há algum desequilíbrio em nós e não nas situações. Se sentirmos raiva e rompantes quase sempre, não teremos condições de amar nem de entender o que é amar. Somente o amor é um sentimento superior. Todas as emoções estão vinculadas: raiva, amor, carinho, desafeto, afeição etc. E as emoções são como círculos concêntricos. Quando jogamos uma pedra num lago vários círculos se formam, um atrás do outro. E as emoções são assim também. Quando sentimos raiva, vários círculos de raiva se formam, um atrás do outro, e vão afetando todos os nossos corpos, nossos estados mental e emocional e, finalmente, o ambiente em que estamos. Se sentirmos raiva em algum momento, não devemos reprimir. Vivenciemos a raiva. Vamos descarregar a raiva num saco de pancadas, gritando, tomando um banho frio e resfriando nossa cabeça, e nunca lançando a responsabilidade da nossa raiva no outro.
E é importante identificar esta raiva e saber que isto NUNCA será responsabilidade direta do outro, mas reflexo de nossas emoções, do nosso próprio interior. A ação do outro é que disparou em nós o estado de raiva e produziu círculos concêntricos que partiram de nos mesmos. E o que fazemos com a raiva gerada por este caos que vivemos? Normalmente nós jogamos a responsabilidade de sentirmos esta raiva no outro ou nas situações que nos acontecem. É mais simples. É mais cômodo inclusive dizer que é “porque Deus quis.”
Todos nós gostaríamos de ter uma vida mais prazeirosa, abastada, com alegria e bem-estar. Todos temos este direito. É um direito que recebemos do Absoluto. Mas nós mesmos rasgamos a constituição deste direito e seguimos uma vida medíocre. Temos que fazer um esforço (karma) para compreender isso. A compreensão é um processo individual e interno. Não necessitamos obrigatoriamente de conhecimento para saber isso. O conhecimento é um processo externo. Muitas pessoas que não tem estudo conseguem compreender melhor isto que estou falando do que aquelas que tem estudo. Isto é uma prova de que compreensão é um processo interno, é libertador. A compreensão precisa florescer em você. Só a partir desta compreensão é que você poderá atingir a sua iluminação.
A iluminação não é nada místico ou fabuloso. É o aumento da percepção da vida. Quando você se torna iluminado, com um, dois ou mais graus, você se transforma e não é mais a mesma pessoa. Na verdade, você não ganha mais conhecimento,você perde. Ou seja, você deixa de acumular conhecimentos inúteis para focar na vida, compreender o que é viver e amplia sua mente desprendendo-se das amarras, deixado para trás cada vez mais sofrimentos. A iluminação é um simples processo de perda. A iluminação não promete nada, nem o reino de Deus, nem o paraíso, nada. A iluminação é apenas a compreensão da vida sem máscaras.
Portanto, viva a vida que você tem, não viva a vida do outro. Agradeça o aqui e o agora, deixe o passado para trás. Não prenda ninguém ao seu lado, viva espontaneamente com quem você quer viver. Não julgue ninguém, reflita nas suas próprias ações . Não queira controlar as pessoas, ajude-as, mas domine você mesmo. Não jogue nada para fora em cima dos outros, avalie seus próprios atos. Busque tudo dentro, olhe apenas para fora como exemplos a seguir ou não seguir. Neste momento se faz importante a presença da lei gravitacional, ou Guruttwakarshan. Assim como a Terra puxa as coisas em direção ao seu centro por meio da força gravitacional, faça o mesmo para si. Entenda que a responsabilidade de atração das coisas é sua, e não dos outros. Atraia naturalmente somente coisas que impulsionem você para evolução e que não atrasem sua trajetória. Se o contrario acontecer, você estará em desequilíbrio novamente. A obsessão é simplesmente a atenção excessiva que você dá a alguma ação (karma) que não é importante suficiente. A vida precisa fluir. E enquanto estamos obcecados ela não flui. E nós sofremos com isso. E este sofrimento vem da ignorância de não compreendermos a vida como ela é. Dois exemplos clássicos: Há pessoas que só pensam em sexo e outras que só pensam em dinheiro. Ambas estão obcecadas por sexo e dinheiro, considerando que estas coisas são as mais importantes da vida e que nada mais interessa. Ou seja, vivem 24 horas por dia pensando nisto e estas coisas tomaram o lugar de todas as outras. Isto é obsessão.
Mas estado de alerta não é obsessão. Estar alerta é vigiar para que estejamos cada vez mais perceptivos e compreensivos da vida. Estar alerta é vigiar para que o nosso ego (Ahamkára) não tome conta da nossa vida. “Orai e vigiai” – disse várias vezes Shri Jesus a seus discípulos.
Todo o esforço da sociedade é subconsciente para que nos tornemos autômatos. As autoridades e os membros da sociedade querem que façamos parte do sistema: precisamos crescer, estudar, precisamos ser bonzinhos, ter uma profissão, ter um registro em carteira, precisamos casar, ter filhos, ter destaque no trabalho e na sociedade dentro de todo o processo automático que querem que tenhamos, para que, no final, nos afastemos da meta, para que não consigamos atingir nosso estado de iluminação, isto é, para que não consigamos ter a nossa consciência ampliada e desperta atingindo assim a meta da vida. Mas, no final de tudo, demore o tempo que for, todos nós um dia conseguiremos atingir a meta da vida. Os egos nascem, vivem e morrem, mas o Purusha é eterno.
O CAMINHO ESPIRITUAL E AS REGRAS PARA O AUTOCONHECIMENTO!
"Uma mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original." (Albert Einstein)
Não pense que todas as doenças do seu corpo sejam eliminadas de imediato, pois, quando o corpo está a salvo de todas as doenças, a cobiça logo surge e o corpo pensa que nunca poderá ser atingido pelas doenças. A presunção e a arrogância tomam conta da mente gerando a cobiça. E então, quando a cobiça aparece, os preceitos são quebrados e o progresso espiritual comumente se transforma em retrocesso. Não queira que todas as tarefas sejam fáceis, pois, quando tudo é muito fácil, o orgulho logo brota na mente. E quando o orgulho surge, a petulância se faz presente! Não queira que o seu raciocínio seja sempre desimpedido, pois quando o pensamento não encontra obstáculos, rapidamente se torna febril e irregular. Devemos aprender que a vida é a arte de lidar com os atritos e gerenciar os conflitos. Quando a mente pensar que não tem mais obstáculos de forma arrogante, ela assume essas caracteristicas e surge a ilusão. Então passamos a acreditar que o falso é verdadeiro e o verdadeiro, falso. Então devemos assumir nossa estupidez ! Não pense que você não terá testes e nem provações, seja da vida ou de seu guru, pois, quando alguém não é testado, seus votos não se fortalecem. Quando os votos não são firmes, podemos facilmente ser levados a acreditar que foi alcançado o que ainda não alcançamos. Não pense que planejar seja algo fácil e simples de se fazer, pois quando tal ação mental realizamos, a vontade torna-se fraca e ineficaz, e você poderá pensar que tudo é muito fácil. Quando a vontade da pessoa é fraca e ineficaz, ela pode se convencer de que tem menos capacidades do que realmente tem. Não pense que tudo será sempre feito à sua maneira, pois, quando esse é for o caso, logo perdemos a noção do que é certo e errado, e novamente cairemos na desgraça e na presunção. Quando essa noção é perdida, temos a tendência de acusar os outros por qualquer coisa que vá mal ! Não ache que os outros sempre acatem sua liderança, pois, quando isso acontece, a arrogância logo despenca. Quando alguém se torna arrogante, passa a criar elos aos apegos do ego. Não pense que tudo sera sempre fácil e que você não terá obstáculos, pois se assim você agir sera derrubado várias vezes para que compreenda que você não é o centro do mundo e que os obstáculos são energias que fortalecerão sua vida ou soterrarão seu corpo. Não peça para ser recompensado por seu comportamento moral ou por ser aparentemente uma pessoa de boa índole ou por ter um caráter honrado, pois, quando isso acontece, nos tornamos logo calculistas em relação a tudo o que fazemos objetivando recompensas, medalhas e comendas. Quando alguém se torna calculista, começa a ansiar por fama e boa reputação passando sempre por cima dos outros.
Não pense que você sempre irá obter lucros em tudo, porque quando você quiser isto logo surgirão a preguiça e a morosidade dando a entender que você é um Pashá ou um Marajá e que todos devem serví-lo. Quando alguém se torna indolente, e logo se prejudica. Não tente se justificar ou explicar excessivamente seus atos, porque eles falam por si. Apenas peça perdão pelos seus erros, porque ninguém é perfeito, e não cometa mais a mesma falha. Seja espontâneo, mas sem estupidez. Quando surge a ilusão da individualidade, pensamentos de ira e vingança não demoram a se apresentar e destruir parte da nossa vida ou toda ela.
O relacionamento Guru-Discípulofaz parte de um
planejamento espiritual muito bem elaborado, segundo o mestre Swami
Vyaghrananda. Nas as escrituras sagradas, o Absoluto nos enviou a este planeta
neste sistema solar para que pudéssemos dar sequência em nosso processo de
desenvolvimento espiritual. Ao começar nossa aventura no plano terrestre,
adquirimos conhecimentos pela nossa estrutura material (ego) através de um
grande laboratório gerando ensaio e erro nas experiências.
Quando executamos uma ação (karma)
qualquer e se ela traz bons resultados (naishkarma), nós a repetimos. Mas
quando um ato específico nos causa transtorno e dor (vikarma), procuramos
evitá-lo a todo custo nos próximos movimentos. Algo em nós tenta nos dirigir
para que possamos aprender tambem com as ações do próximo, dos amigos, dos
familiares e das pessoas em geral. Só aprende quem realmente quer, pois temos
duas orelhas, dois olhos e uma boca; portanto, devemos observar mais, escutar e
tentar compreender mais e falar menos.
Mas a busca de desenvolvimento
espiritual é motivada pelo nosso eu espiritual (Purusha) que nos impulsiona de
encontro com situações para que possamos evoluir. Nem todas as pessoas tem o
mesmo grau de consciência e evolução espiritual. E isto não nos faz diferentes
no sentido de melhores ou piores, mas apenas nos coloca em posições variadas na
escala cósmica. Alguns compreendem o que é ter um guru, outros não. Alguns não
entendem porque temos de ser orientados por um mestre, acham que sabem tudo e
seu orgulho, nome e fama são maiores que o próprio planeta. Outras pessoas são
simplórias demais e humilhadas pelas religiões que as fazem se sentir pecadoras
desde que nasceram.
Entretanto, quando chegamos em
determinado momento de nossas vidas em que começamos a nos questionar sobre quem somos nós, de onde viemos, para
onde vamos, etc, damos início à busca consciente de um
orientador espiritual. Neste instante é disparado em nós um dispositivo de
atração nos aproximando um pouco mais da Verdade. Isto tem o nome de gurutwa.
Swami Shankarachárya, um dos maiores
filósofos hindus e reorganizador da antiga Ordem dos Swamis da Índia no século
IX, foi uma rara combinação de um homem santo, de um sábio e de um homem de
ação. Segundo ele "não existe em nenhum dos mundos, nada que se possa
comparar a um verdadeiro guru. Se a pedra filosofal realmente existe, ela só
pode transformar ferro em ouro e não em outra pedra filosofal. O venerado
mestre, independente da sua idade cronológica, por outro lado, torna igual a si
próprio o discípulo que busca verdadeiramente e com entrega o refúgio a seus
pés. O guru, portanto, não é só incomparável, mas também transcendental."
Ter a presença e a graça de um guru na
vida para orientar e seguir, muitas vezes, não é fácil de se compreender. Os
gurus nem sempre farão coisas que agradem, nem sempre os gurus passarão suas
mãos na cabeça do discípulo, nem sempre sentarão para tomar chá ou café com
seus discípulos. Os síshyas ou chêlas que tiveram o privilégio de conhecer um
verdadeiro mestre saberão de suas qualidades perfeitamente manifestas.
O primeiro princípio que rege o
relacionamento entre o guru e seu discípulo é a lealdade. Este princípio é um
dos passos mais importantes do discipulado. A maioria dos seres humanos ainda
não aperfeiçoou esta qualidade divina nem mesmo em relação à família, nem ao
cônjuge, nem aos amigos. É por isto que o conceito de lealdade ao guru não
é plenamente compreendido. Ser leal é ser entregue, dedicado, confiante. Não
havendo estas caracteristicas é quase impossível, no momento, do discípulo
avançar.
Mas devemos entender que lealdade não
significa estreiteza de espírito ou seguir cegamente alguém. O coração leal é
um coração valente, forte e destemido, é um coração compreensivo, consciente e
compassivo para com tudo e com todos. Então, algumas pessoas podem pensar que
não são capazes de serem leais, pois sua consciência periférica (ego) é
constantemente açoitada por diversos pensamentos e sentimentos de desânimo,
tristeza, fraqueza, desistência e medo que vem da compreensão errônea do guru.
Então nesta condição mental instável e emocionalmente fraca em que se encontra
o discípulo, o guru é classificado como uma pessoa comum que, muitas vezes
desagradou ou desapontou seu discípulo egoísta e egocêntrico.
A mestra Swami Mrinalini Máta afirma que
um dosrequisitos básicosdo
discipulado consiste na capacidade do síshya ou chêla de render sua vontade
indisciplinada e caprichosa à sabedoria e obediência do guru. Ou seja, em
outras palavras, o discípulo deve subordinar sua vontade, que é centrada no seu
ego, à vontade do guru que está em sintonia com o Absoluto. Ou faz isto ou
desiste do caminho. E não há outra via. Mas esta desistência, inclusive é
estimulada pelo guru, quando este vê que o discípulo não está em condição
momentânea de seguir. O guru sabe que a desistência pode fazer com que o
discípulo demore a voltar ou não, e que isto dependerá da evolução
consciencional do discípulo que é manifesta em seu próprio ego.
Querendo ou
não, todas as pessoas tem um guru. E aquele que desiste do caminho, mais cedo ou mais
tarde voltará e os caminhos de mestre e discípulo se cruzarão novamente, seja
com este ou com aquele guru. Mas sempre haverá um guru. Mas quando o discípulo
é leal e se entrega, sua consciência periférica evolui mais rapidamente e sua
vontade se liberta gradual ou subitamente dos escravizantes desejos egoístas e
dos maus hábitos adquiridos, dos estados de ânimo e desânimo desgastados e
repetitivos os quais variam entre euforia e depressão, atenção e dispersão,
confusão mental e compreensão, de amor e ódio.
Que todas as pessoas possam ler estas
palavras.
Que todos os discípulos possam
compreender estas palavras e aplicá-las em suas vidas.
Neste feriado de 4 a 7 de Setembro de 2009, todos os membros do Vidya Yoga estarão reunidos no Ashram em Quatro Barras para participar do Treinamento Avançado e Reciclagem para Instrutores e Discípulos. Mas também estarão reunidos para prestar homenagem a Shri Shiva Pashupáti Bhagwan. Depois de quase quarto meses tivemos a felicidade de receber as duas estátuas encomendadas na Índia do Senhor Shiva: uma totalmente esculpida em mármore branco e pintada esculpida a mão por diversos artistas indianos funcionários do nosso amigo P.K. Bedi, com aproximadamente 380kg, e outra estátua totalmente em bronze com 180kg aproximadamente, ambas com 1,80m de altura. Foi grande a emoção! As estátuas encontravam-se no Porto de Paranaguá e foram liberadas pela Receita Federal e Marinha Mercante depois de uma longa burocracia...
As estátuas ficaram fantásticas e trouxeram muita energia positiva para o Ashram. A presença do Senhor Shiva no centro do nosso Shrine (Templo) vibrou forte e todos puderam sentir a força da egrégora naquela instante.
Agora o Vidya Yoga Ashram está completo. Faltava a presença marcante e profunda de Shri Shiva em nossa congregação para podermos realizar nossos rituais, práticas e Pujas em homenagem ao Primeiro Mestre e Mestre de todos os demais, criador do Yoga.
No sábado, dia 05/Set/2009, as 19:00h, a Professora Amanda e a Professora Gita estarão preparando o Shiva Puja no Vidya Yoga Ashram, as 19:00h. Estão todos os membros da Ordem Vidya Yoga convidados, assim como seus parentes e amigos. Reserve sua vaga pelo telefone (41) 3672-3712 ou pelo e-mail secretaria-geral@vidyayoga.org.br
Agradeço a todos pelo envio de parabenizações pelo aniversário do meu filho MOHAN, na data de hoje, dia 23-Junho. E antecipadamente agradeço também pelo YAM, que comemora amanhã, dia 24-Junho.
Eu sou um homem muito abençoado por diversos motivos:
-- abençoado por ter tido um pai maravilhoso, e uma mãe bondosa; -- abençoado por ter tido avós amorosos e generosos; -- abençoado por poder compartilhar neste planeta pelos meus filhos naturais, Yam e Mohan; -- abençoado por ter adotado como filho o Anand, e colaborar diretamente na sua educação como seu Papaji; -- abençoado pelos meus filhos adotados (verdadeiros discípulos); -- abençoado pelas mulheres que foram mães dos meus filhos nesta vida; -- abençoado pelos mentores espirituais pela conquista da matéria e por não faltar nada na minha vida, devolvendo às minhas mãos tudo o que me foi tomado;
-- abençoado por tanto, abençoado por cada coisa, abençoado e agradecido profundamente por tudo e por todos com os quais convivi e convivo.
Que a minha felicidade e a minha luz interior possa irradiar-se cada dia mais e mais influenciando um número cada dia maior de pessoas e transformando positivamente suas vidas.
Abençôo meus filhos e meus discípulos! Dhanyavad, Brahman. Jaya jaya OM. Vidya.