A doutrina das vidas sucessivas ou reencarnação é também chamada Palingenesia, de duas palavras gregas - Palin, de novo; Gênesis, nascimento. O que há de muito notável é que, desde o início das Civilizações, ela foi formulada na Índia, com uma precisão que o estado intelectual dessa época longínqua não fazia pressagiar. Isto devemos aos antigos e sábios Rishis, ou visionários, mentores espirituais que conduziram a humanidade.
Com efeito, desde a mais alta antigüidade, os povos da Ásia e da Grécia acreditavam na imortalidade da alma, e mais ainda, muitos procuravam saber se essa alma fora criada no momento do nascimento ou se existia antes.
A Índia é, provavelmente, o berço intelectual de toda a humanidade e é a testamenteira dos Vedas -- livros sagrados -- , e nestes, o Bhagavad-Gíta. Encontramos muitas citações maravilhosas, entre elas:
''A alma não nasce nem morre nunca; ela não nasceu outrora nem deve renascer; sem nascimento, sem fim, eterna, antiga, não morre quando se mata o corpo. Como poderia aquele que a sabe impecável, eterna, sem nascimento e sem fim, matar ou fazer matar alguém? Assim como se deixam às vestes gastas para usar vestes novas, também a alma deixa o corpo usado para revestir novos corpos.Eu tive muitos nascimentos e também tu, Arjuna; eu as conheço todas, mas tu não as conheces...'' (Shri Krishna)
Resumidamente, o processo reencarnatório poderá ser:
Compulsório ou inconsciente
Semi-consciente
Consciente
Probatório
Evolutivo
Voluntário
Missionário
Sacrificial
As reencarnações são fundamentais para despertar a consciência espiritual do indivíduo. Mas devemos ter muita atenção quando nos depararmos com seres espirituais encarnados, porque muitas vezes, seu grau de mediunidade pode vir estremecido por grandes abalos consciencionais.
A encarnação compulsória ou inconsciente é aquela em que todos os seres humanos, neste estágio, precisam urgentemente de tratamento e cura de seu estado consciencional enfraquecido. Eles, entretanto, nao poderão escolher o local, nem o tratamento e nem mesmo o orientador pelo qual passarão. São seres humanos que degradaram-se nos mais diversos níveis e que precisam urgentemente de recuperação.
A encarnação semi-consciente é aquela em que o ser humano necessita de um pequeno intervalo, antes de voltar ao planeta, para restabelecer os planos cósmicos de renascimento, compensação e evolução. Estes já encontram-se melhores que os anteriores.
A encarnação consciente é aquela que o indivíduo, já lucido do seu processo, sabe que terá de passar novamente por situações que o farão melhor, compensado, evoluído e restituído. É a encarnação que o individuo humano não teme mais e participa da vontade divina.
A encarnaçao probatória é aquela que seremos colocados em diversos testes, bons e ruins, para que possamos testar nosso Ahamkára (ego) e fazê-lo superar todos os seus limites, avançando na senda espiritual.
A encarnaçao evolutiva é aquela em que o individuo humano reencarna para cumprir seus karmas passados, ter créditos, compensar, aprimorar e desenvolver-se espiritualmente. Será responsável por cada novo ato criado.
A encarnaçao voluntária é aquela em que o indivíduo, depois de vencer todos os seus obstáculos (karmas criados, passados e vencidos), oferece-se para reencarnar espontaneamente e auxiliar os missionários em suas missões.
A encarnaçao missionária é o trabalho dos grandes homens e mulheres que vieram para auxiliar os grandes mentores espirituais no resgate da humanidade. É uma vida inteira de doação, amor e dedicação pelo despertar da consciência espiritual.
A encarnaçao sacrificial é a entrega pelo amor à humanidade. O sacrifício vem de ''sacro'', sagrado. Doar-se numa empreitada para voltar ao planeta, servir, amar, ensinar e resgatar.
Estejamos prontos! Vamos viver uma vida reta, ética e sem atalhos. Ter a condução de um guru, de um mentor ou lider espiritual é fundamental na vida de qualquer pessoa. O ser humano encarnado, após desencarnar sofre sobre si mesmo uma série de fenômenos dependendo do seu grau evolutivo. E se estivermos preparados e bem conduzidos, a nossa viagem pós-mortem será mais um descanso reflexivo do que um pesadelo efetivo.
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O DHARMA tem vários significados e o mais comumente usado é ''verdade''. Vários mestres do passado e do presente falaram: ''Segui a Verdade e a Verdade vos libertará.''Existem muitos modos para conduzir nosso comportamento, mas a forma maior e mais profunda é a que espelha uma legítima mudança interior.
Mudar significa fazer ou sofrer alguma alteração. Mudar significa alterar, modificar, transformar. Mas muitas pessoas não conseguem mudar, nem alterar e muito menos se transformar. E se isso acontece, estas pessoas mesmo vivas, estão mortas!
O VIDYA YOGA propoe que você venha treinar o Dharma e o Swadharma para alcançar um estado verdadeiro de consciência. É preciso fluir em você e de você uma fonte clara e límpida de energia que mantem tudo e se auto-mantém. Esta é a consciência espiritual pura. Este estado de bem-aventurança tem o nome de Ananda. Os indianos e os tibetanos conhecem bem.
A meditação nos conduz aos benefícios do Dharma. Quem medita consegue ter a combinação dos fatores como lazer e oportunidades. Viver a vida apenas trabalhando não é viver. Mas infelizmente é o que programamos para nossas vidas. Mas se olharmos para o tempo livre, veremos que muitas coisas boas poderão ser feitas em nosso benefício e dos demais. Então, viver uma parte da vida trabalhando e uma outra parte com lazer é um grande passo ao estado de iluminação.
Mestres, tradições, rituais, sistemas filosóficos e religiosos bons e dignos, todos tem o mesmo propósito: ajudar todo ser humano a revelar dentro de si o estado de Buddha ou iluminado.
Mas as pessoas em geral pensam que a felicidade está do lado de fora, no exterior, na tradição religiosa, na crença, no seu mestre, na comunidade espiritual. Então estas pessoas não compreenderam verdadeiramente o sentido de Ananda ou felicidade.
O VIDYA YOGA propoe uma mudança, uma transformação com quebra de padrões e comportamentos. Isso, um primeiro momento, assusta todos à sua volta. Mas, depois, todos passam a entender a modificação do comportamento e, consequentemente, a transformação do indivíduo. Só não vê estas mudanças quem realmente não quer ver.
Outro aspecto que o VIDYA YOGA quer mostrar da Verdade (Dharma) é a MORTE E A IMPERMANÊNCIA. Queremos mostrar e deixar o praticante consciente da tendência perniciosa da mente, ou do ego humano, de observar tudo e acreditar em tudo como sendo estavel e permanente. A mente humana quer fazer crer que o fenômeno é algo real, permanente e estável, mas isto é uma falsidade.
A intenção de falar sobre a MORTE não é de assustar as pessoas e causar medo como as Igrejas o fazem diariamente, não! O propósito é preparar as pessoas para a morte enquanto estão vivas. Os enisnamenos não são para assustar, mas o medo da morte já existe previamente na mente humana e já começamos a temer o mal, a doença, a velhice e, finalmente, a morte.
Outro aspecto que nos ensina o Dharma é a NATUREZA INSATISFEITA do ego humano. Existem quatro tipos básicos de sofrimento:
1.) O sofrimento da mudança
2.) O sofrimento da doença
3.) O sofrimento da velhice
4.) O sofrimento da morte
O VIDYA YOGA tenta transmitir ensinamentos que mudam nossa consciência e quebram padrões negativos e equivocados de comportamento. E por quê a FILOSOFIA VIDYA seria algo ruim? Por quê algumas pessoas apegam-se a mesquinharias ao tentar maldizer sobre uma boa filosofia de vida? E por quê estes ignorantes temem o VIDYA ? Simples. Porque não querem mudar, não querem sair da tal chamada ''zona de conforto'' e que fará com que eles precisem tomar posições, assumir mudanças e responsabilizar-se pela transformação.
E o que faz uma pessoa seguir o DHARMA e purificar sua mente?
O método utilizado pela Filosofia Vidya Yoga é o trabalho com 4 karmas Reparadores ou compensatórios, e que são:
1.) Karma Reparador do Remorso 2.) Karma Reparador da Confiança 3.) Karma Reparador da Resolução 4.) Karma Reparador da Purificação
Estes 4 Karmas Reparadores são instrumentos para a transformação da sua vida e do seu karma.
(...)
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''Ter a coragem de expor-se, transmitir idéias, assumir papéis diante de uma sociedade retrógrada não é para qualquer um''
Desde que tomei consciência da minha missão espiritual, tenho dedicado minha vida desde muito cedo até tornar-me um filósofo, a ajudar as pessoas a serem mais felizes em sua caminhada, mais leves, mais livres e mais soltas. Tenho tentado sincera e verdadeiramente fazer a minha parte de forma ética e transparente, porém, nem sempre sou compreendido, e nem mesmo eu espero por isso. É claro que nem sempre é fácil mostrar o caminho, a Verdade e a vida como ela é. Não sou o primeiro a sofrer estes ataques e nem serei o último dos moicanos a passar pelos tiros.
Na maior parte das vezes encontro familias que, aparentemente mostram-se resolvidas, gentis e felizes, que me convidam para entrar em suas vidas, que me oferecem o aconchego de seus lares para que eu possa transmitir algumas palavras positivas, realistas e otimistas sobre a vida. Mas são pessoas que no fundo de suas almas, não estão tão felizes e não conseguem compreender conceitos espirituais por terem se tornado muito materialistas; pessoas que não aceitam, inclusive, a posição e o titulo de MESTRE que assumo diante dos outros. Meu título não é comprado, nem foi cursado, mas sou concedido por merecimento. Falo isso humildemente, pois sei que um verdadeiro mestre é aquele que ajuda e auxilia os demais em sua caminhada, despertando-lhes a consciência espiritual, e não é simplesmente servido como um Pashá ou um Maharája da Pérsia.
No geral as pessoas que estão incomodadas com um mestre ou qualquer outro orientador, estão aprisionadas, silenciadas e amedrontadas. Foram tão machucadas no passado, que agora, quando surgem boas e verdadeiras oportunidades, temem ser novamente violentadas e silenciadas. Estas pessoas que sentem-se assediadas, invadidas e ameaçadas o tempo todo, em qualquer situação, e dedicaram muito tempo de suas vidas a outras crenças e dogmas que geraram inseguranças, medos e abismos muito grandes que as impedem e saltar para o novo e transformador. Obvio que as responsáveis por isso são as Teologias Ocidentais e Orientais. Muitas destas pessoas sentem-se presas em suas couraças corporais geradas pelo processo psicossomático e manifestam em seus corpos biológicos o aumento de peso, disfunções de pressão arterial, nervosismo, peso na consciência, irritabilidade etc.
Por isso, num mundo tão competitivo como o que vivemos, às vezes as pessoas que detém algum conhecimento, não o transmitem para frente por medo de serem superados pelo seu aprendiz. Mas o papel do verdadeiro mestre é fazer com que o discípulo o supere.Ensinar alguém é mais do que falar textos prontos e conceitos teóricos dogmaticos. A tarefa de transmitir conhecimento vai muito além disso. Para ensinar é necessário usar uma linguagem psicologica adequada a quem está recebendo as informações. Transmitir conhecimento exige carisma e paciência.
Neste processo de receber o conhecimento, nós aprendermos muito também! Para isso, basta estar aberto para receber um novo aprendizado. Mas há pais e mães que ainda nao estao suficiente e humildemente preparados para entender que todos não apenas ensinam, como também aprendem.
Willian Shakespeare estava certo quando afirmava: "O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém."
Nesta famosa frase, Shakespeare referia-se ao estado adulterado e manipulativo da consciência humana. Ele mostrou que o ser humano pode citar os livros sagrados para manipular e adulterar as palavras que saem da boca dos Homens.
O filosofo ateniense Sócrates, um dos maiores ícones da filosofia ocidental, afirmava na Stoá (mercado, corredor ou pórtico) quase todos as vezes que estava a filosofar: "Ainda bem que eu nasci com um bom Daemon".
Mas então o que significa Diabo ou Daemon?
O termo Diabo do latim diabolus provém de outro termo Daemon, do grego original, que quer dizer "espírito ou divindade". Então surgiu o vocábulo em português "demônio".
A conotação equivocada que damos o termo Daemon diz respeito à influência da Igreja na cultura ocidental. Portanto, neste sentido, não entenda diabo como um ser, mas como uma condição momentânea da nossa personalidade mal criada e mal conduzida pela sociedade. O diabo como ser não existe! É o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição judaico-cristã-muçulmana.
Querem nos fazer crer da sua existência. Mas eu digo que o diabo como ser criado não existe! O que existe é o estado consciencional do ser humano em ser BOM ou MAU. Isto transforma o nosso Daemon. E com certeza, o mal maior é induzir alguem a produzir ou criar uma ilusão ou fantasia e estabelecer toda a sua vida sobre uma idéia falsa (Bhrantidárshan). Vivemos num planeta dividido entre as forças do Bem e do Mal. Vivemos em estados consciencionais. A consciência conduz nossas vidas. Shakespeare também afirmava que ''não há escuridão, mas ignorância.'' E o mal é a ignorância, e o bem a consciência.
Portanto, transforme a sua vida em algo do Bem, em algo bom, edificante, transformador, produtivo. Não permita que maus pensamentos tomem conta de sua mente, nem da sua vida, nem das suas relações. Sempre que algo ruim vier à sua mente, substitua imediatamente por algo bom, medite, pratique o bem e transforme sua vida. Seja feliz, você pode! Busque o amor, busque ajudar as pessoas desinteressadamente e colha os frutos bons para alimentar seu espírito. Faça o seu trabalho e não se incomode com os demais.
''CULTIVAR A FAMÍLIA, VISITAR PARENTES, SER AFETIVO, CARINHOSO, PRESTATIVO E RESPEITOSO FAZ COM QUE APERFEIÇOEMOS NOSSA VIDA ESPIRITUAL NESTE PLANETA.''
Me convidaram para palestrar hoje sobre um tema muito importante e que atualmente vem sofrendo muitas modificações. E que está perdendo a cada dia os seus princípios mais fundamentais, como o amor, o afeto, a união, o companheirismo e a espiritualidade. O tema é: A FAMÍLIA.
A FAMÍLIA pode ser classificada como biológica ou genetica, isto é, de onde os indivíduos nascem tendo pai e mãe, presentes ou não, e um grupo de membros chamados parentes, e que são unidos pela força do Karma (lei de ação e reação, física ou metafísica). Sua convivência pode ser feliz ou infeliz, suportável ou insuportável, dependendo dos laços afetivos que foram criados e desenvolvidos, dependendo da experiência de amor e encanto que tiveram, dependendo do distanciamento que foi produzido, da alegria e da tristeza, do amor ou do ódio produzido entre os membros. A FAMÍLIA é um sistema complexo de relações, unido por laços afetivos e que costuma compartilhar o mesmo tempo, onde seus membros compartilham um mesmo contexto social de pertencimento.
A FAMÍLIA é o lugar do reconhecimento da diferença, do aprendizado de unir-se e separar-se, a sede das primeiras trocas afetivo-emocionais, da construção da identidade. É a matriz e base de tudo. Na família nascemos e na família morremos! A familia pode permanecer unida ou desunida. Falar de família é também falar de mito, de memórias e de transmissão.
A FAMÍLIA é um sistema que se modifica no tempo, um sistema vivo. Seu processo evolutivo consiste num avanço progressivo até novos estágios de desenvolvimento e crescimento. Isso se dá na recuperação do tempo, na integração do novo com o velho, do horizonte futuro com o presente e a experiência passada.
A FAMÍLIA é sangue? Honra? Amizade? Amor? A FAMÍLIA é a base de toda a nossa formação e do nosso caráter. Basta lembrar que nós chegamos em uma família ainda bebês, e lá aprendemos os valores humanos, éticos, comportamentais e todo um emaranhado complexo de sentimentos. Então daí se pode concluir a importância da atuação da família em nossas vidas.
Existem famílias completamente despreparadas para formar os filhos, quero dizer para transmitir esses valores, e acho até que nem deveriam trazer seres humanos neste mundo. Porém muitas pessoas vencem os traumas decorrentes de uma família despreparada, e se tornam pessoas de muito valor e que após muito sofrimento aprendem o real sentido da vida. Outras infelizmente não tem o mesmo karma iniciado. Rendem-se aos traumas decorrentes de uma familia despreparada tornando-se delinquentes, pessoas perversas e desequilibradas.
Há FAMILIAS que não se visitam mesmo morando na mesma cidade. Há familiares que preferem visitar outros familiares em cidades distantes do que visitar os que estão na mesma cidade. Bem, é claro que sempre haverão desculpas para se explicar isso e que são sempre as mesmas: falta de tempo, dificuldades para andar e se deslocar, o tempo e a temperatura, agenda de compromissos muito ocupada, doença, cansaço etc. E o tempo vai passando e as relações vão se distanciando. Neste caso, são escolhas. Certos parentes preferem este ou aquele primo, este ou aquele tio ou tia. Não há o que se fazer. Na verdade, já foi feito o laço e a relação. Agora só o tempo é que poderá mostrar a todos o quanto a familia é algo importante e que nos dá base. Baixas acontecerão, distanciamentos acontecerão…
Mas para que isto não aconteça, deve-se manter um laço familiar de visitação periódica aos membros da familia, colocar-se à disposição de ajudar e ser ajudado, compreender os laços, aceitar os erros, comprometer-se espiritualmente na ajuda mutual no processo de desenvolvimento de cada um.
Há membros da família que não querem se incomodar com nada, principalmente em se tratando de problemas familiares. Neste momento, quando a familia se retira e deixa que certos assuntos como alcoolismo, drogas e prostituição se façam presentes em alguns nucleos de parentes, ocorre uma ruptura e surgem os problemas. Há casos de maridos que deixaram sua mulher em casa, e depois de uma briga, se dirigigem para uma boate para passar a noite bebendo e deleitando-se com outras mulheres. A tendência, clara e evidente, será a morte num bordel.
Entretanto, há outros membros da família que se preocupam com os demais, que querem ver todos bem, todos trabalhando, se desenvolvendo, crescendo, casando, sendo feliz. Mas tudo isso é um longo trabalho que é realizado no núcleo central da família. Querer estar ou não estar em família faz parte de um processo de aprendizagem, de conhecimento e integração.
Há membros da família que unem (ou uniam) os demais. Estas pessoas são as mais carismáticas e trazem consigo a atenção dos demais. As vezes porque tem (ou tinham) mais condições financeiras e, de alguma forma, sustentam (ou sustentavam) uma parte da família. As vezes é porque o chefe da família era o patriarca (ou a matriarca) e todos então circulavam à sua volta. As vezes, ainda, o indivíduo que causava o gurutwa, isto é, a atração e unia todos os demais em torno de si era (ou é) alguem que possui uma capacidade espiritual de conduzir uma familia inteira.
Há alguns bons anos atrás, as pessoas casavam e enfrentavam suas dificuldades, as vezes em silêncio, as vezes, pedindo ajuda para a própria família. Hoje, o casamento está causando um desequilíbrio social muito grande beirando quase uma anarquia. As pessoas não querem mais casar, não querem mais constituir familia, tem medo de responsabilidades, tem medo de ter filhos. Mas, mesmo assim, os problemas continuam. E estão até maiores. Mais advogados especializam-se em direito de família.
Um estudo recente foi tema do Instituto do Casamento e da Família do Canadá. O relatório do estudo científico realizado mostrou o impacto social que ocorre quanto uma família se desestruturada. Há um impacto econômico, cultural, social e espiritual do matrimônio fracassado. O estudo mostrou que no Canadá se tem um gasto equivalente à quase 6 bilhões de dólares por ano. É claro e evidente que um mau casal é um ônus social.
Outra pesquisa mostra que há um índice muito grande de meninas de menor idade que já são mães. Aqui já temos uma outra grande problemática para discussão. Primeiro, a falta de orientação de pais e avós, e até mesmo a sua ausêcia no processo de educação. Depois, os hormônios que estão aflorando, o fogo que é grande e o eletromagnetismo entre os corpos é poderoso! Mas os pais e avós ainda hoje não estão preparados para lidar com isso. Não se fala francamente sobre sexo, amor e diversão; não se fala sobre filhos e responsabilidade. Então as consequências da não-ação (akarma) vem à galope. São meninas de 14, 15 e 16 anos grávidas. São crianças cuidando de outras crianças. Isto é possível? Ninguém entendeu o que o mestre Shri Jesus disse: ‘’Crescei e multiplicai-vos’’. O mestre queria ensinar que o crescimento deve ser integral: fisico, mental, intelectual, emocional e espiritual. Só depois podemos procriar… Mas falaremos deste tópico numa próxima ocasião. A família é uma instituição bastante importante na vida de seus membros, pois dela decorre toda a formação moral, espiritual e intelectual, e eu penso que o elevado número de marginais e assaltantes decorrem de famílias desestruturadas, que de maneira irresponsável não cuidam de seus filhos, deixando-os à deriva, isto é, nas ruas, abandonados, em ate mesmo em prostíbulos.
Há membros da familia que nem se visitam e rompem relações por questões de discussões, atritos ou brigas. E os anos passam e nem mesmo conhecem seus demais parentes, nem filhos, nem netos. Mas a familia fisicamente continua existindo, mas com saldos negativos pendentes e que serão cobrados no futuro pelo não-ação (akarma), pela falsa ação (vikarma) ou pelo próprio orgulho.
Mas entendam bem, leitores, que mesmo assim é possível as pessoas vencerem todos estes obstáculos na vida sem ter tido uma família equilibrada. Entretanto se faz necessário uma grande força interior, visto que nossa mente tem muito poder e se formos decididos e tivermos uma convicção interior forte e reta, com um entendimento que tudo depende também da nós como responsaveis pela nossa vida e dos outros, conseguimos vencer de qualquer maneira.
A familia é fundamental nestes momentos, pois se conseguimos vencer apenas no campo do trabalho, uma má família pode deixar sequelas na personalidade humana de seus membros. Vemos as vezes, bons profissionais, que batem em suas esposas, pessoas que não conseguem ser felizes nos relacionamentos amorosos, tudo isso são as sequelas que uma má família, de uma familia sem estrutura e estas coisas deixam nas pessoas com desequilibrio psicoemocional.
A família é o grande representante da cultura, desempenhando um papel importantíssimo na transmissão do comportamento, das leis, dos conceitos de descendência de parentesco, herança e sucessão. Muita gente ainda não compreendeu isso e não deu o devido valor. Afinal só podemos dar aquilo que temos, não é mesmo?
Mas a família está mudando rapidamente. A família não é mais a mesma de 10, 20 ou 30 anos atrás. Os casamentos estão mais superficiais, as pessoas não se toleram mais. A relação entre pais e filhos se dá apenas na base do ‘’amiguinho’’ e não como Pai e filhos, Mãe e filhos. Ao mínimo incômodo ou quebra de harmonia, as pessoas já pensam em separaração: seja separação de casais, seja em separação de filhos e pais.
Atualmente as pessoas que compõe as familias não estão mais tão tolerantes, tão flexiveis. Algumas não admitem erros e qualquer falha é o fim. Os parentes, por sua vez, alguns mais radicais, não toleram a convivência harmoniosa entre ex-maridos e ex-mulheres. Para outros, compreender o convívio entre a mãe e seus filhos com outro homem é algo incompreensível. Casais que se separaram não se permitem falar, cultivam raiva ou até mesmo ódio entre si. A competição entre familias se torna visível .
Mas a família, como um núcleo complexo de relações, está mudando rapidamente e temos que acompanhar, estudar e compreender esta transformação. É o papel de nós, filósofos, dos educadores, psicólogos e psiquiatras. Nada é permanente, a não ser a própria mudança! As pessoas não querem mais compromisso com contrato de núpcias, porque não há mais uma lealdade sobre os princípios. Notadamente vemos isso, pois as pessoas querem estar livres para se, porventura, encontrarem o seu verdadeiro par possam fazer tal opção. A possibilidade de uma separação amigável é um tema muito trabalhado hoje em dia pelo Poder Judiciário, visto que a separação legal foi instituída há pouco tempo atrás, apenas após a extirpação de alguns dogmas religiosos que, como sempre, atrapalharam o desenvolvimento humano desde os tempos passados. A separação litigiosa pode ser pedida, se houver infração aos deveres do casamento, má convivência em comum ou até mesmo uma moléstia mental que impossibilite a vida conjugal. Obviamente que os parentes sempre estarão divididos e optarão por um ou por outro dos cônjuges esquecendo-se da convivência que tiveram, dos momentos que partilharam e que todos, no fim das contas, são todos irmãos e que estamos todos no mesmo planeta.
Enfim, tudo isso é conceituação de família: um complexo emaranhado de relações psicossociais dentro de um contexto sociocultural variado. E ainda mais no Brasil que é um conjunto de diversas culturas, quase um mosaico diversificado. Esta humilde palestra é apenas um breve orvalhar do que poderia abeirar-se de um tema tão profundo, tão complexo e que está tão presente em nossos dias. Vamos refletir mais sobre o tema e vamos olhar para nossas familias e compreender melhor o que se passa na sociedade.
Agradeço a atenção de todos os presentes, e coloco-me à disposição para posterior perguntas, as quais tentarei humildemente responder a contento. Muito obrigado!
Por que pensamos que o sofrimento é algo bom? Será que temos que sofrer para melhorar? Essa é uma idéia cruel das religiões, aliás, como tantas outras idéias e conceitos mutiladores... Sofrer significa simplesmente estar em desarmonia com a natureza. E o que é esta desarmonia? É uma resistência associada ao orgulho. E não seria ideal não resistirmos e seguirmos um caminho mais tranqüilo e seguro? O próprio mestre Jesus afirmava: ‘Não resistais ao mal’. Queria ele mostrar que o nosso sofrimento decorre da nossa resistência e que, por sua vez, vem montada no nosso orgulho idiota.
Nossa resistência e nosso orgulho são tão fortes que não nos permitimos crescer simplesmente porque temos medo de avançar, temos medo do futuro. Não tenha medo de avançar, de mudar, de se transformar. Mas você pode me perguntar: ‘E se eu errar?’ E eu lhe direi: ‘E daí?’ Você está aprendendo a cada dia. Você ainda está preocupado 100% com tudo o que os outros pensam de você. Você vive de aparências, de superficialidades. Você é muitas vezes tão orgulhoso que você pensa que é o centro do universo. Na sociedade você quer parecer gentil, educado, uma pessoa fina e polida. Você quer mostrar ser bom, enquanto, lá no fundo do seu ego você é bem mau, perverso e sem ética. Não é isso que estamos vendo todos os dias nos noticiários? Esta é uma das razões porque você sofre! Você sofre porque resiste em mostrar às pessoas o seu lado real e verdadeiro que nem mesmo você conhece.
Sua essência espiritual é perfeita, mas seu ego material é imperfeito e cheio de manias e trejeitos e escamoteações. Você precisa superar estes obstáculos. Você se preocupa com o futuro, mas não se ocupa de autoconhecer-se e buscar a sua autorealizaçao espiritual. Você sofre porque faz uma grande expectativa do seu futuro, imagina coisas, cria fantasias e vive de mentiras grandes ou pequenas. Mas eu lhe digo: não crie expectativas do futuro, não invente bobagens. Planeje sim, mas para o aqui e o agora. O futuro não existe, ele está camuflado de roupagens do presente e do passado. Você é agora o resultado do que foi no passado. O passado está bem presente em você, mas não precisa carregá-lo e viver dele. O passado serve apenas para você ter mais experiencias e compreender o processo das relações humanas neste planeta. E o futuro é o presente que está sendo plantado. O que seria do futuro das ondas do mar se tivessem que realizar sempre iguais seus movimentos com os mesmos ventos sendo soprados?
A verdade é que você, leitor, sofre porque cria expectativas, vive de ilusões e desenvolve resistência a tudo o que estimula você a se transformar . E minha função aqui é desiludi-lo e fazer você voltar à sua origem. O dia que você perceber que a sua vida depende principalmente de você para ser transformada, e que você precisa de estratégia e ação, você valorizará minhas palavras e verá seu destino terá mudado para melhor. Não tenha medo de ser feliz, você já é feliz e não sabe!
Shri Bodhisatwa Avalokiteswara também conhecido por Ta Mo, em chinês, Daruma Taíshi, em japonês, ou simplesmente SHRI BODDHIDHARMA, em sânscrito, foi o vigésimo oitavo patriarca do Budismo Indiano, introdutor do VAJRAMUSHTI.
Sobre a codificação oficial do Vajramushti ou Lo Han pouco se conhece. Sabe-se que no Brasil o Mestre Marco Natali, escritor de muitos livros em diversas áreas do conhecimento humano, foi um dos responsáveis pela sistematização do Vajramushti. Mas, antes dele, descobrimos o nome de um mestre indiano chamado Shri Pandit, que instalou-se durante dois anos no Rio de Janeiro, em meados 1980, e que ministrou aulas particulares a grupos isolados de praticantes transmitindo o Lo Han ou 'Arte dos Punhos no Caminho da Meditação' .
A pintura do quadro do mestre Boddhidharma que aparece neste Blog foi feita em papel arroz, com moldura tecido de seda chinesa e pintado originalmente a mão. O quadro uma magnífico exemplar arrematado por nós e está exposto atualmente no VIDYA YOGA ASHRAM.
Na Índia, o Vajramushti é conhecido como uma prática reservada e só é ensinada para monges e swamis que sejam realmente sérios. Entretanto, somente após a invasão ariana é que o Vajramushti ou Vajra (como é conhecido no Budismo) começou a desaparecer tendo ficado confinado apenas à classe dos Kshátriyas. Os Kshátriyas formam um clã de guerreiros na antiga Índia e foram qualificados monges marciais (hoje artistas marciais) os quais se acreditava ter se originado dos braços de Brahma. Os outros níveis da sociedade foram suportados a partir de outras partes de Brahma. Os Kshátriyas governaram uma sociedade com a sua força e poder, e acredita-se terem existido há milhares de anos, bem antes da era comum (até mesmo antes da existência do budismo).
A ultima adaptação pela qual passou o Vajramushti foi para ser incluída no SHAOLIN TEMPLE, que, até hoje, mantem-se na tradição daquele monastério.
As artes marciais são todas baseadas na codificação feita por Shri Boddhidharma, por volta de 530 d.C., onde foram acrescidos os conceitos da Escola Ch'An do Budismo. Shri Boddhidharma era um membro do clã Kshátriya.Fora educado nas artes marciais e, mais tarde, tornou-se um grande monge e mestre.
AULAS DE VAJRAMUSHTI E TAEKWONDO
Na Ordem Filosófica Vidya Yoga, em Quatro Barras, o Mestre Uberto Gama ensina Vajramushti e Taekwondo para membros do Vidya Yoga Ashram. Interessados de fora do Ashram são convidados a passar por uma entrevista que definirá se há possibilidade de ser aceito ou não como membro praticante de Taekwondo ou Vajramushti.
Se você está interessado em inscrever-se nas aulas, faça contato conosco:
Meu consultor financeiro me perguntou semanas atrás quando que eu iria me aposentar. E eu respondi a ele: ‘Para que me aposentar? Para passar fome e estar de mal com a vida? Para passar humilhação mais do que a maioria dos brasileiros já passa? Para ser motivo de zombaria nas filas de idosos nos bancos comerciais e por estar recebendo um salário irrisório, enquanto politicos com dois mandatos recebem integralmente seu salário escandaloso? Não, deste jeito não, obrigado! Meu caminho é outro.’
Vejam, a notícias não param sobre este assunto. Afirma a mídia que a Previdência Social está quebrada faz tempo e não é de agora. E isto for verade mesmo, o que o governo federal tenta fazer diariamente é arrecadar mais e mais dinheiro através de impostos mexendo, inclusive, nas aplicações financeiras para conseguir manter as aposentadorias. Se você acha que é exagero isso, dê uma passadinha no site http://www.impostometro.org.br/ e veja quanto o governo federal arrecada diariamente com impostos e ainda reclama dizendo que a arrecadação é pouca. Até este momento que eu escrevia este artigo, o governo havia arrecadado nada menos do que R$399 bilhões...
Atualmente já estamos tendo problemas com o pagamento dos aposentados. É porque o governo gasta muito, gasta mais do que recebe. E gasta com pagamentos exagerados para os politicos e esquece os aposentados. E daqui aproximadamente 25 anos teremos mais idosos e como ficará esta situação da aposentadoria? Segundo o Censo 2000, o Brasil já conta com 15 milhões de idosos, isto é, pessoas com 60 anos de idade ou mais. Este numero corresponde a 9% da população total do País.
O Brasil está brincando de faz-de-conta que está bem, faz-de-conta que está tudo certo, faz-de-conta que estamos progredinho. É claro que o Brasil avançou, mas às custas de quem? E o que fazer agora numa altura destas onde o salário dos aposentados está cada vez mais baixo e achatado? Enquanto os idosos de hoje eram homens e mulheres de ontem e que estavam ativamente contribuindo para a Previdência Social, tudo estava bem. O governo estava feliz e arrecadando em folha. E agora que estão aposentados e devendo usufruir do pouco ou do muito que a vida ainda pode lhes oferecer, precisam fazer alguns extras para aumentar a renda familiar.
Finalmente, o que nós brasileiros, teremos que fazer para que o nosso futuro seja diferente e melhor? A orientação que dou aos jovens como primeira regra é: nunca dependa diretamente do governo para nada. Você só vai ter dor de cabeça. Isto é um fato, não uma fantasia. Segundo: trabalhar registrado em carteira é uma faca de dois gumes e uma falsa realidade. Por um lado, pode ser bom, se você tem um bom emprego, um salário digno e que permite você pagar todas as suas contas e ainda sobrar no fim do mês para poupar. Mas se for o contrario, é uma falsa realidade. Os abusivos descontos em folha e a mordida do leão é grande e quase mutiladora. Além disso, você não vai conseguir que seu patrão registre você com o salário alto que você tanto deseja, porque seu patrão terá de dividir com o sócio dele, o governo, uma parcela grande deste salário. Terceiro: o ideal é você ter um trabalho autonomo, independente e que seja de prestaçao de serviços. O futuro sera a prestação de serviços e não a fabricação de produtos. Atente para isso. Quarto: descubra um trabalho que lhe dê satisfaçao, renda e qualidade de vida. Não faça nada apenas pelo dinheiro. Esta satisfação momentânea pelo dinheiro fará você ficar enfadato e no final você poderá ter um infarto. Procure algo que você sinta prazer, satisfação e motivação para realizar. Que tal trabalhar com o VIDYA YOGA e ajudar as pessoas a se realizarem? Esta é a quinta regra e o final da história. Reflita.
Mostre o melhor de si mesmo sem querer ser melhor que o outro!
O termo bajulador vem do latim bajulos que significa “carregador”. O bajulador é aquele que adula, que presta um louvor afetado, que faz lisonja com baixeza, sempre interessado em algo.
Se observarmos bem, os bajuladores ou 'carregadores' eram aqueles homens que puxavam e carregavam sacos muito pesados e que ficavam enfileirados próximos de um navio no porto ou próximos de algum caminhão ou de um trem. Os bajuladores ou carregadores sempre ganhavam um salário muito pequeno e faziam um esforço físico muito grande. Por isso, se esforçavam ao máximo para agradar os seus chefes e superiores, objetivando assim, no final do mês, ter ‘algo a mais’ para receber.
Por isso, o termo 'puxa-saco' cai bem para todo aquele que é um bajulador, pois espera sempre ganhar algo, algum dinheiro e até mesmo um elogio vazio ou falso. Esta fantasia vivida pelo ego humano não demorou para se tornar uma classificação pejorativa de tratamento aos que tentam se promover de maneira ‘facil’.
Um homem aprende mais a se conhecer (swadhyáyá) ?quando fica livre dos bajuladores e dos puxa-sacos.
O melhor que todos nós devemos fazer é trabalhar e mostrar o melhor que cada um de nós tem para oferecer. E não devemos ficar ‘puxando-o-saco’ para conseguir uma promoção, ou sentar no colinho do chefe para fazer serão e ser promovida, nem trapacear no trabalho em detrimento de um colega.
As adversidades (vikshêpas) que são colocadas em nosso dia-a-dia são estágios forçados que fazemos para aprender mais rapidamente uma lição neste planeta. Não existe melhor condição de se aprender que esta. E se tivermos em nosso caminho bons exemplos, um bom guru, bons pais e mães, bons amigos, nosso meio será propício para o rápido desenvolvimento. Caso contrário, iremos à falência do nosso ego diante da sociedade.
Agora o que está acontecendo é o Bullying ou violência nas escolas e na sociedade em geral. A sociedade está doente. E bem doente. Os pais não conseguem mais educar os filhos e ter uma condição de diálogo equilibrado na maioria das famílias. Os professores não podem penalizar seus alunos, por causa do estatuto da criança e do adolescente que protege excessivamente os menores infratores e os adolescentes vândalos. Estamos criando sociopatas. Há uma fragilidade generalizada na sociedade. A época da ditadura militar já passou. Mas será que não estamos absortos pelo poder? Será que queremos mostrar que somos bondosos e liberais socialmente falando, mas dentro de nossas casas e nas escolas mostramos o smonstro sque estão dentro de nós? Estamos numa sociedade doente e que ainda não permite que falemos tudo o que pensamos.
A criança e o adolescente, muitas vezes, se omitem de ajudar o coleguinha por medo de sofrer represália ou desforra de outro dano causado por ele. Mas os adultos também estão assim. Alguns são valentes e falam tudo quando estão no poder. Mas, ao caírem do trono, como é o caso do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, voltam a ficar bonzinhos, educados, arrependidos etc.
Ora, o que falta mesmo para todos nós é a ética, algo que tem que fazer parte do amor próprio do indivíduo. Esta ética é uma conversão interna natural, e não porque devemos ter medo da polícia ou sofrer o castigo divino, mas como parte da nossa dignidade humana. Os pais precisam rever os valores. As escolas precisam rever os valores. De fatos, já estamos cheios. Cheios de informações de corrupção, de falta de ética, de alta de vergonha na cara, de falta de decência, enfim, todos nós já estamos cansados. Faltam realmente valores morais, éticos e, principalmente, espirituais.
A internet, por exemplo. Vejo hoje os jovens criando um aparente distanciamento, criando e-mails fakes, nomes inventados para conseguir realizar atos impróprios, ilícitos e continuar na impunidade. Mas temos o dever de mostrar aos nossos filhos, crianças e adolescentes, que nada fica impune diante da lei do karma. E a lei do karma não é uma lei subjetiva, mas física, cujo reflexo pode ser nos níveis fisico ou metafísico.
Não adianta o senhor José Roberto Arruda, por exemplo, fazer o aspecto de bonzinho, de arrependido e de cristão, porque isto já não funciona mais. Estas caras de bons homens já não funcionam mais. Não adianta os deputados da Assembléia Legislativa do Paraná darem o ar de que não fizeram nada, de que não fizeram nenhuma falcatrua, de que não possuem caixa-2 etc. Vejam, amigos leitores, quantos maus exemplos que nós, pais, professores e políticos estamos dando às crianças e aos jovens. São por estes exemplos - e outros piores - que estamos formando jovens delinquentes.
Alguem pode dizer: 'Mas você está fazendo apologia à violência, Mestre!' E eu respondo: 'Serámesmo?' Ou será que a sociedade já está doente e violenta a muito tempo, e nós só estamos descobrindo as coisas e levantando os tapetes para tirar a sujeira que já existe?
Vejamos outro exemplo. O futebol. O que era para ser um esporte, virou um negócio perigoso. Eu não gosto de futebol como está hoje. Não se pode mais ir aos estádios para assistir um jogo , nem mesmo levar os filhos menores, sem que tenha algum tipo de violência. As crianças e os adolescentes ouvem dos pais: 'Vamos lá, nós somos os guerreiros e vamos ganhar este jogo.' Ora este é o tipo de atitude belicosa e hostil que tem uma mensagem subliminar. Estamos estimulando nossos jovens a ter atitudes agressivas e violentas para nos autodestruirmos e causar um dano maior à sociedade. Onde iremos parar com tudo isso, se os governantes e os tribunais não tiverem conscientes e não tomarem posições mais firmes diante destas insanidades? Já vimos diversos fatos jornalísticos com momentos trágicos no futebol. Estádios totalmente destruídos, gente ferida seriamente, uma impotência generalizada dos governos, mas continuamos do mesmo jeito... Ninguem faza nada efetivamente!
A justiça é outro exemplo. Não há aglidade no julgamento dos processos. Os juízes estão com pilhas e pilhas de processos para julgar. E por uma pressão da mídia dão sentenças que depois tem que ser revistas por outros magistrados, causando indignação em toda a população. Eu pergunto: quando no passado milenar víamos juízes eticamente fracos? Quando víamos reis fracos?
A verdade é que os pais estão criando seus filhos não para enfrentar o mundo, mas para eliminar o inimigo. E quem é o inimigo? É o vizinho, o colega da sala, é o candidato que concorre com você a uma vaga de emprego, é o time adversário, é a ex-mulher ou ex-marido etc. A dimensão simbólica se perdeu. Quem estiver com a camisa do time contrário, pode até ser morto. Mas queremos dar paliativos e dizer que somos bons e politicamente corretos. E quem disse que político é correto? A imagem que todos temos dos politicos é a pior possível. Não sou eu quem afirma isso, são os fatos. Todos sabem disso. Leiam os jornais, vejam as revistas, assistam os noticiários. A imprensa, infelizmente ou felizmente, só noticia coisas ruins e negativas.
O uso descarado das drogas é outro péssimo exemplo. É só passar no centro cívico, em Curitiba, por exemplo, e ver nos finais de semana jovens de todas as idades fumando narguilé entre outras cositas... Ao ver isso, perguntei certo dia a uma dupla de policiais militares que estavam circulando a pé - aliás os dois únicos policiais no meio de mais de 300 pessoas - e eles me disseram categoricamente: 'Não podemos fazer nada, apenas manter a ordem e coibir atitudes violentas ou que abalem os cidadãos'. E então eu disse: 'Compreendo, policiais. Há um entorpecimento geral da consciência e isto as autoridades não veem como desordem nem como atitude violenta, não é?'
Pois é assim que a nossa sociedade sociopata se encontra. A expressão politicamente correto deve ser posta entre aspas. A cada dia estamos vendo mais e mais lixo sendo jogado em nossas casas através dos noticiários. Ninguém acredita mais nestes termos. Há uma conotação hipócrita e distorcida dos fatos e da realidade. Quanto tudo isso irá mudar? Pelos cálculos astrológicos hindus, estamos na Era de Káli e isto ainda irá durar muito. Tenham paciência, ovelhas! É um ciclo. E a reciclagem vai sendo feita aos poucos. Possivelmente daqui 415 anos estaremos todos mais felizes e realizados, pois não haverão mais politicos sujos, bolinadores, hipócritas, miseráveis, corruptos, falsificadores, adúlteros, viciados e desgraçadamente apegados ao poder. Poder esse que deveria ser para o bem, pelo o povo e para a vida.
Seja, pelo menos você, consciente! Abraços e até o próximo blog. VIDYA!